Os sonhos abusam!
Do seu estatuto encantado,
Em vez de bem-estar
E esperança futura,
Destroem a mente
Com plácida tortura.
Falam de sonhar acordado
Como panaceia para o mal de existir,
Mas parecem tais devaneios
Uma forma subtil
De a real existência proibir.
O castelo de nuvens,
Merece sem margem para piedade,
Acto de terrorismo,
Pois lentamente
Condena a vida real
A um monótono derrotismo.
Acção!
Para a frente,
Com ímpeto e fúria.
Chega de passividade
E onírica maldição.





