Um balão


Um balão tem fome de ar
Não é da seita do ventre liso
E das formas rectilíneas.
À falta de asas,
Come porções de infinito,
E voa com estômago cheio.
Os que entorpecidos,
Por uma estética alheia,
Negam tal apetite,
Ficam com aspecto mirrado
E palpável impotência.
A não ser que a golfadas de ar
Recuperem forma e inocência.
Dirão, um balão é frágil,
Uma iminente promessa de explosão,
 Suspenso de trôpega altivez,
Eu penso:
- O defeito assinalado
É concentrada ilusão
 Á vida está plasmado
Como gémeo irmão

3 comentários:

  1. gostei simples e legal...abraços...

    ResponderExcluir
  2. gostei bastante do seu blog, espero que visite mais vezes,
    bom domingo de luz pra vc.

    ResponderExcluir
  3. Um hino ao balão! Original! Gostei!

    ResponderExcluir